sexta-feira, 5 de abril de 2019

O tabaco e suas regras de estabelecimento. Diremos círculo pouco antes de receber no peito a instituição das lâmpadas que nos levam a noite flutuando, se precipitando para as janelas modificando tecto e parede consortes.

domingo, 17 de março de 2019

domingo, 10 de março de 2019





Nasces do atalho tomado à força, meses vezes folhas riscadas no rosto das datas observadas ao longe. Extractos de permanência. A ocupação destes habitantes nascidos criados dos teus rascunhos, é tão só ligar sentimentos diferentes a dias iguais, reduzi-los a símbolo: colonizar seus espaços em branco com filhos contextuais e estruturas severas. Materiais se interrogando sobre sua disposição na obra dúctil. Admirar ontem do lugar futuro um dia destes. Pedra sobre pedra montas, a basílica do corpo à pressa acordado nesta manhã quase diferente. Deves ser tu a pôr um ponto final, no que ainda dito não foi. E te mostrares surpresa, por qualquer acontecimento corrente. Não saias nunca a meio de um dia em composição, te disse um dia. Pensa num número num ano quantos anos antes deste, em carne e osso, te disse em outro dia. Contorna a pele pelo lado de fora dos olhos, conta à solta pessoas e embarcações desniveladas no horizonte, nunca to disse. 

Acordámos faz horas. Atravessámos, neste pouco, estações extremas e este grito. Avançámos para sul, pouco falámos um com outro. Adivinhámos, pelo desenho na folha a duas mãos, o nascimento de um velho amigo feito de tabaco no corpo. Duas palmadas nas costa lhe demos, e o fizemos seguir para o seu país de antigamente. Outra noite não passou de águas graduadas, mal interpretadas, inundando o estabelecimento do sono. É final de um mês qualquer desse ano em que te obriguei a pensar. Não há outra instrução a dar. Interpretaremos os erros originais à nossa vontade. Após dois de nós, chegaremos ao fim. Medimos o sonho a passos: um passo aproximadamente um metro. O vestígio feminino, fosse ali o fim, seria observado largamente, tão próximo da migração das salivas. Mas então. Membros chamados à parte, breves. A confissão do gelo onde se inscreve, é a única regra admitida. Esqueçamos isto. Adopta-se um descendente da coragem, pomos a uso a largura dos antigos. A família que por lá havia; a reduzimos ao intervalo entre dois anos seguidos, à paisagem das instituições. Mantivemos a forma das suas casas. Descobrimos onde vivias. 

Assumimos o risco da mestiçagem com luas novas, azedas mesas de luz. Mesmo antes, haviam crianças interpretando lugares desabitados. Mais tarde, climas dinâmicos. A estação que atravessamos é fria. Em meados de nos isolarmos ao hábito, precipitávamo-nos, negativos, por um caminho de cubos cinza. Logo abaixo do lugar que existia, adquirimos a feição das lâmpadas poupadas. Contornámos, a pé, o estuário do lamento sincronizado uns furos abaixo da boca de um a ser. Passou por nós rápido, o pássaro despido das nossas cantigas; esse antepassado criador de ambientes, comedor de percussões cruas. Conservas um sorriso sobre qualquer tema, não te esqueças. Ainda vou à porta. Ao longo de ti, decorrem mutações de cor sobre todas as coisas que não procurámos; me convidas a continuar. Dás duas voltas à chave, vamos para dentro. Os alimentos são preparados numa divisão à parte, não há o que se possa chamar de cozinha. A casa não é alimentada por qualquer energia. Números estagnados numa folha de calendário fora de prazo. Até ao fim. Dispersam os habitantes que inventámos para aqui. O clima ali é real. Vegetação rasteira. Não gostamos a que cheiramos. Mais à frente, iniciamos a montagem de andaimes circulares andar sim andar não, por onde engatamos, ávidos de ternura, às ancas da deusa Fortuna. Durante os dias que isto leva, nada levamos connosco senão corpo e fúria duplicada. Aumentámos o números de janelas com vista para a rua da estória. Dizemos adeus, aos sem género casados uns com outros que passam. Todos ajudamos a carregar no vento que se forma no quadro. Isto nem sequer é o mais importante; misturamos poente com a alegria dos cães. O número deles se modifica para mais, umas quantas casas à frente. Te cresce um pavor controlado, rente à paisagem em desuso. Inclinas de propósito a entrada para ti.