terça-feira, 18 de agosto de 2026

NODOSAS

 Pregos, migalhas e letras brancas sobre a cor da noite e, esta, a incomodar a quietude das embarcações. Varinas nodosas, vestidas com o tecido que sobra a essa noite, por ela cantam seus madrigais de saudade aos homens; choram rosários de lágrimas, no peito vertem o mar que seus homens engolem à força e, se nada ou vento as interrompe, falam entre si por entre as músicas, pelas mãos, levantando a vela do sobrolho, dando às palavras a tempestade que falta a este dia sem relâmpago.  

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